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Cacá Diegues - Nota de pesar

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A Universidade Federal da Bahia lamenta o falecimento, nesta sexta-feira (14/01/2025), do cineasta brasileiro Carlos José Fontes Diegues, Cacá Diegues, um dos fundadores do Cinema Novo. Nascido em Maceió viveu no Rio de Janeiro desde sua infância. Na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – onde fez o curso de Direito – como presidente do Diretório Estudantil, fundou um cineclube, iniciando suas atividades de cineasta amador com David Neves e Arnaldo Jabor, entre outros. O grupo da PUC torna-se, a partir do final da década de 1950, um dos núcleos de fundação do Cinema Novo, do qual Diegues é um dos líderes, juntamente com Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo Cesar Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade.

Sua obra, realizada em mais de 40 anos, inclui filmes como Ganga Zumba (1964), A Grande Cidade (1966) e Os Herdeiros (1969), Quando o Carnaval Chegar (1972), Joanna Francesa (1973), Xica da Silva (1976), seu maior sucesso popular, Chuvas de Verão (1978) e Bye Bye Brasil (1979), dois de seus maiores sucessos, Quilombo (1984), Um Trem para as Estrelas (1987), Dias Melhores Virão (1989), Tieta do Agreste (1996), Orfeu (1999) e Deus É Brasileiro (2003).

Entre todas as homenagens que, merecidamente recebeu ao longo de sua vida, destacamos que em 30 de agosto de 2018 Cacá foi eleito novo imortal da Academia Brasileira de Letras, na cadeira de nº 7, que já foi ocupada pelo também cineasta Nelson Pereira dos Santos, pelo escritor Euclides da Cunha e pelo fundador da ABL, Valentim Magalhães.

O cineasta deixa dois filhos, do seu casamento com a cantora Nara Leão, e uma filha da união com Renata Almeida Magalhães. Deixa também três netos. A eles, a UFBA manifesta seu sincero pesar e se solidariza com os amigos, colegas e admiradores do grande intelectual e artista.